Tendências à mesa

A história estranha, criativa, e, ocasionalmente, kitsch de pôr a mesa

Por Mackensie Griffin

Na vida diária, pôr a mesa, muitas vezes é apenas uma tarefa: coloca-se um prato, garfo, faca e guardanapo na frente de cada cadeira. Mas, em ocasiões especiais, muitas pessoas tentam transformar as suas mesas em paisagens de sonho. (…)

As pessoas nem sempre se preocuparam com o embelezar as suas mesas de jantar. A mania ocidental de vestir a mesa começou no final do século XVII, quando a aristocracia transformou o acto de pôr a mesa numa forma de afirmação. Desde então, mesas arranjadas tematicamente  expressaram frequentemente o desejo de fugir ao quotidiano para um mundo de fantasia, sendo a mais irónica a mesa rústica, que remonta a uma época em que ninguém se preocupava com o que a mesa parecia.

A mesa de jantar já foi um assunto simples e básico. Na Idade Média, quando a vida era dura e incerta, “pôr a mesa” significava colocar uma placa de madeira em cima de dois cavaletes, a fim de fazer uma mesa mais resistente, mas em última análise, móvel. A mesa era meramente uma plataforma para a comida. Mesmo em festas reais, o único ornamento em cima da mesa era uma embarcação feita para guardar o sal. As pessoas traziam as suas próprias facas e colheres, e comiam em fatias de pão em vez de pratos. A mesa podia ser coberta com um pano, mas este tinha um sentido menos decorativo e mais utilitário, como um gigante guardanapo comum para os comensais.

Ao longo do tempo, a melhoria das técnicas de fabrico levou a um aumento exponencial de utensílios e talheres. As mesas europeias da elite exibiam louça de prata desde a Idade Média, mas a variedade de pratos para conter alimentos aumentou continuamente, e desde então tornaram-se mais específicos e ornamentados. Essa tendência atingiu um pico na era vitoriana, quando uma abundância de prata, vidro, porcelana contribuiram para um aspecto mais glamoroso da mesa, com cerca de 20 peças por  lugar (incluindo pratos, copos e talheres). No entanto, foi a mudança de serviço à la française para o serviço à la russe, entre 1750 e 1900, que levou à elaboração, por vezes absurda, de formas de pôr a mesa.

O serviço à la française trazia todos os pratos à mesa de uma só vez. Aí, a preocupação consistia em saber onde colocar cada prato. Por outro lado, o serviço à la russe deixava a mesa nua, e os criados traziam cada prato de sua vez, colocando-os sobre o aparador, servindo depois aos convidados em pratos individuais, como exemplificado em Downton Abbey. O vazio tinha que ser preenchido com coisas bonitas para o olho apreciar, levando a uma cultura visual elaborada que persiste nas nossas mesas.

Os centros de mesa rapidamente se tornaram uma outra maneira de a aristocracia e a alta sociedade exibirem a sua riqueza. Em meados do século XVIII, os ricos punham as mesas com cestas de prata ornamentadas,  longas bandejas espelhadas, flores e candelabros.

©Photo. R.M.N. / R.-G. OjŽda

©Photo. R.M.N. / R.-G. OjŽda

2 thoughts on “Tendências à mesa

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